Franny Glass: uruguaio passou por São Paulo sem muito barulho, mas vale a pena ouvir

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(por Andréia Martins)

Uma cadeira, meia luz e um violão. Assim foi a passagem do uruguaio Gonzalo Deniz por São Paulo, no final do ano passado: sem muito barulho. Aliás, quem acompanhou a sua apresentação no auditório do Sesc Vila Mariana, viu que barulho não é bem a especialidade deste latino.

Deniz é um multiartista: adora livros, é recém-formado pela Escola de Cinema do Uruguai e vocalista da banda Mersey, mas veio ao Brasil sob o codinome Franny Glass (nome extraído de um romance de Salinger), seu projeto solo e que, na verdade, faz bem mais sucesso que a banda.

Eis a história: Deniz começou tocando com seu irmão, o baterista Germán, e amigos, mas no decorrer do caminho acabou como um “one man band”. Ele não parou de tocar, até que conseguiu gravar pelo selo Retrocedonia. O disco, lançado de forma independente por 100 pesos uruguaios, teve produção de Deniz e Figueredo e a participação de cantoras como Maite Zugarramurdi, Leticia Skrycky, Carmen Sandiego, Figueredo e Sofía Rodríguez.

Tímido, o cantor de 20 e poucos anos falou pouco no show em São Paulo, mas arrancou boas risadas do público ao cantar a história de Emiliano y Juana, a história de un chico y una chica que ouviram a voz de Deus e bom, você consegue imaginar a confusão que esse tipo de acontecimento pode causar.

Ao vivo – com o palco decorado como se fosse parte da sala de sua casa, com uma cadeira, livros,  abajur e uma mesa ao lado -, Franny mostrou porque vem conquistando cada vez mais o público: violão bem dedilhado, canções fofinhas com frases do dia a dia e que, com sua voz delicada e honesta, poucos ouvidos podem resistir.

Com seu primeiro disco solo, Con la mente perdida en intereses secretos (2007), Fanny Grass foi marcando espaço  e ganhou diversos prêmios latinos, como melhor álbum de rock alternativo, melhor trabalho de arte e melhor compositor. Nesse disco estão músicas como Cine y Libros, Abro Los Ojos, Fin de Semana, 32 Canciones, Adivinando Lo Que Pensás, Hoy no Quiero Verte Nunca Más, Emilliano y Juana, entre outras.

Em uma rápida conversa depois do show, no hall do auditório do Sesc, ele disse que o segundo disco está pronto – leva o nome Hay un cuerpo tirado en la calle; repare que ele é muito criativo para nomes de músicas e discos – e foi lançado em janeiro deste ano. Mas, por enquanto, o disco ainda não chegou ao Brasil. Ou seja, quem quiser conhecer mais o trabalho deste uruguaio, terá que recorrrer à internet: http://www.myspace.com/32canciones ou www.fotolog.com.br/franny_glass. Divirta-se com as canções ou com as fotos.

Trecho de “No pasé durmiendo el invierno”, ao vivo,  no Sesc Vila Mariana:

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Uma resposta para “Franny Glass: uruguaio passou por São Paulo sem muito barulho, mas vale a pena ouvir

  1. fui nesse show do sesc. d+…. apesar de super calmo, o uruguaio faz um som beeeem legal… quem curte o som dele deve gostar tmb do josé gonazalez… legal o blog! parabéns…

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