Ximena Sariñana, do cinema para o palco, apresenta seu jazz pop made in México

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(por Andréia Martins)

A foto da capa do disco de estreia da atriz mexicana Ximena Sariñana, engana. Lá, ela está sentada, como uma senhorita comportada, usando um vestido de bolinhas e costurando. Mas, ao ouvir o disco, você vai entender o porquê do nome do álbum, Mediocre –  direcionado a quem seja algo que não é – e perceber que Ximena não é bem o que aquela senhorita da capa demonstra ser.

De fala rápida, cheia de ideias, ela diz preferir roupas largas, tem um estilo despojado, e solta a voz no disco, um dos melhores no gênero jazz pop. Com 14 trabalhos como atriz no currículo, desde filmes a novelas (alguém se lembra de Luz Clarita, no SBT? Pois é, ela estava lá) ela diz que não foi difícil ou nervoso gravar o primeiro disco.

“A música está na minha vida desde os 4 anos de idade. Foi uma escola, por influência dos meus pais”, o cineeasta Fernando Sariñana e a atriz Angélica Rivera, disse ela numa rápida em entrevista à repórter no final de 2008, por telefone, direto do México.

Sua relação mais profissional com a música começou graças ao trabalho como atriz, quando gravou o tema da tal novela Luz Clarita, em 1996. Desde então, a vontade de continuar gravando não parou de crescer. Apesar disso, outros sons vem fazendo a cabeça dessa jovem mexicana. “De tudo um pouco. Começando por Fiona Apple e Björk, com muita influência de cantoras de jazz como Ella Fitzgerald, muita música latino-americana e também leio muito”.

Das 12 canções de Medíocre, duas são covers e as outras 10 foram escritas entre 2006 e 2007. “Falam de coisas de tempos atrás, mas que de alguma forma, estão presentes na minha vida”, diz ela.  Destacam-se Vidas Paralelas, Normal, escolhida como primeira música de trabalho, e La Tina, com uma levada cadenciada, capaz de conquistar qualquer um. Há também Sintiendo Rara, com um baixo marcante, e a delicada Gris.

O grande diferencial de artistas como Ximena, que junto a outros latinos como José González, vêm conquistando espaço entre jovens e o público que adora descobrir novidades na internet, é a sinceridade de sua música e já na estreia, entrou para a lista de melhores discos de 2008 no ranking da Rolling Stone mexicana.

Neste mês ela levou a turnê para os EUA, onde foi bem-recebida pelo público. Sem data certa para lançar o próximo disco, a última novidade de Ximena é o cãozinho Lázaro, um labrador de quatro anos que segundo ela conta em seu blog, poderia muito bem se chamar Copperfield, pois saltou de uma ponte de 15m e sobreviveu.

Pelo jeito boas histórias não faltarão no próximo disco de Ximena. E ao contrário do que ela canta em No Vuelvo Más, “mañana me olvidarás” (amanhã me esquecerá), tudo indica que para os que tiveram ouvidos mais aguçados, Ximena veio pra ficar.

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