O Toque de Letra do babilaque Cacá, dia 14/12, na Livraria da Vila


[por Andréia Martins]

Paulo César Carvalho, ou melhor, Cacá, já foi notícia aqui no Palco Alternativo com a banda Babilaques. Agora, o compositor, cantor, professor e poeta se prepara para uma nova empreitada: lançar o seu primeiro livro, Toque de Letra. O lançamento rola dia 14 de dezembro, às 19h, na livraria da Vila, em Sampa, na Fradique Coutinho, 915.

Cacá, o frontman poeta dos Babilaques

 

“Este é o meu primeiro livro e terá apenas as letras que escrevo. Mas comecei – e continuo – escrevendo poesia. Tenho 3 livros, que não publiquei. O primeiro Espiral de Vozes é de 1995. Mas publiquei poemas em algumas revistas, como a Libertárias, e também em antologias. Estou no livro Na virada do século: poesia de invenção no Brasil (organização de Frederico Barbosa e Cláudio Daniel, Landy Editora, 2002) e na antologia Poezz, lançada em Portugal pela editora Almedina (organização de José Duarte e Ricardo António Alvez)”, nos contou o multipoeta.

Toque de Letra  reúne poemas que foram originalmente compostos como letras de música e tem como precursor o volume Poesia pra tocar no rádio, publicado em 1999 por Alice Ruiz. 

A diferença é que o livro da poeta paranaense era uma proposta e um desafio aos amigos músicos: quem conseguiria musicar os poemas do livro? Muitos responderam e produziram algumas obras-primas da recente música popular brasileira. Já os poemas de Cacá, em grande parte, foram musicados anteriormente por ele e por seus parceiros.

“Na velha discussão se letra de música é poesia ou não, cada vez mais, os poetas/letristas/ouvintes só temos a ganhar. Sempre acho que é poesia se tiver trama de linguagem, se tem idéia e a idéia é clara e, principalmente, se a letra nos ganha mesmo no papel, independente da música. Paulo Carvalho consegue isso dezenas de vezes. Não é fácil”, diz a própria Alice Ruiz em depoimento para a contracapa do livro.

Nessa mistura de música e poesia, poesia e música, Cacá segue se reiventando, dentro e fora da sala de aula e dos palcos. “O barato é experimentar: como diria nosso santo de cabeça Waly Salomão, ecoando Hélio Oiticica, a curtição é ‘experimentar o experimental”, diz.

Quem gostar da mistura, não deixe de aparecer por lá: dia 14/12, na Livraria da Vila, a partir das 19h.

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