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Apanhador Só lança CD homônimo com sons pouco convencionais

Banda Apanhador Só. Foto: Rafa Rocha

[Natasha Ramos] Em meio a um punhado de bandas fabricadas em série, uma ou outra consegue se destacar no cenário independente, oferecendo uma proposta sonora interessante e única (ou o mais próximo que se pode chegar disso, atualmente).

É o caso da Apanhador Só, banda gaúcha daquelas que não dá para se ouvir apenas uma vez. Desde que minhas mãos tocaram o CD de estreia perdi a conta de quantas vezes o escutei.

A primeira vez que os vi foi há algumas semanas no show que realizaram no Tapas Club (R. Augusta – São Paulo). Chamou-me a atenção o som particular que saia das caixas de som e me atingia em cheio. Seria rock com pitadas de música brasileira ou música brasileira com nuances roqueiras? Difícil definir.

O Palco Alternativo conversou com a banda para conhecer um pouco mais do trabalho dos caras. O Raio-X da Apanhador Só, você confere a seguir.

Início e nome

A banda com o nome “Apanhador Só” existe desde os tempos de colégio, conta o guitarrista Felipe Zancanaro. Mas, o marco inicial foi o ano de 2006, quando lançaram o primeiro EP, intitulado Embrulho Pra Levar.

“Conta-se que para inscrever a banda em um concurso do colégio, o Marcelo Souto (integrante da formação colegial/inicial da Apanhador) teve que inventar esse nome às pressas na última hora e sair correndo com a ficha de inscrição para entregar a tempo. Eu não estava lá e ele se recusa, mesmo sob tortura, a contar detalhes de como se deu a criação do nome”, conta Felipe.

Além de Zancanaro, completam a formação da banda Alexandre Kumpinski (voz e guitarra), Fernão Agra (baixo) e Martins Estevez (bateria).

Músicas

Definir o som da Apanhador é uma tarefa difícil. Ao longo do CD homônimo, lançado no dia 21 de abril, no Teatro Renascença, em Porto Alegre (RS) —e disponibilizado para download no site http://www.apanhadorso.com— , o máximo que se pode dizer é que é um disco de rock, voltado para ritmos brasileiros.

“Gostamos de ter liberdade para levar nossa música na direção que achamos interessante na hora, sem nos prender muito. Flertamos com tudo que passa pela nossa frente, do tango ao baião”, comenta Felipe.

Produzido de forma independente, o CD Apanhador Só teve o financiamento do FUMPROARTE, Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre.

Para um CD independente, é visível o profissionalismo e capricho com que foi feito. Desde a concepção gráfica: a direção de arte e a ilustração da capa, que ficou a cargo de Rafa Rocha, e as ilustrações dos cartões do encarte (o CD vem com cartõezinhos que podem ser editados ao gosto de quem os estiver manuseando), de autoria de Fabiano Gummo; até a produção musical que ficou por conta de Marcelo Fruet. O disco ainda contou com a colaboração do poeta gaúcho Diego Grando, do compositor Ian Ramil e Estevão Bertoni, vocalista da banda Bazar Pamplona.

Além desse álbum, a banda leva na bagagem dois EPs: o primeiro, já citado Embrulho Pra Levar, de 2006, e o segundo, de 2008, apelidado carinhosamente pelos integrantes de “EP Verde”.

Instrumentos inusitados

Uma curiosidade da Apanhador Só é o fato de, além dos instrumentos convencionais (bateria, guitarra e baixo), nas músicas, é possível detectar outros elementos “musicais” inusitados.

“Boa parte das músicas do disco tem o que a gente chama de ‘percussão sucata’. A Carina Levitan se encarregou delas quando veio de Londres, onde mora agora, para Porto Alegre”, conta o guitarrista.

Assim, ao longo do disco homônimo é possível encontrar sons de máquina registradora e projetor de filme, como na faixa “Um Rei e o Zé”; em “Pouco Importa”, Carina toca grelha de churrasco; em “Maria Augusta” tem pato de borracha, panela, chave de roda, sineta de recepção e apito; “Peixeiro” são interruptores de luz e sons eletrônicos; “Bem-me-leve” tem roda de bicicleta (a que está na capa do disco) e sineta de recepção; em “O Porta-retrato”, furadeira; “Balão-de-vira-mundo” traz balão de aniversário; “Jesus, o Padeiro e o Coveiro” tem som de lata de rolo de filme e sineta de recepção; em “Origames Over”, fita adesiva, grampeador, papel rasgado e panela; “Vila do ½ dia” tem sacola plástica; e, finalmente, “E Se não Der?” tem som de móbile de chaves.

A ideia de inserir esses “instrumentos” nas músicas surgiu na casa de Alexandre, antes mesmo de ele entrar na banda. “Naquela época, os integrantes ensaiavam na garagem dele e lá tinha uma porrada de cacaredos de todos os tipos. Em um improviso, eles começaram a bater de lá, arranhar de cá, chutar ali, amassar aqui e gostaram do resultado. Daí foi só desenvolver a idéia, encontrando os espaços certos para cada bugiganga e transportar o aparato todo para os shows. Hoje em dia, por sermos um quarteto, levamos só a bicicleta para o palco e fico encarregado e toca-la”, conta Felipe.

Shows e Futuro

No histórico de apresentações, a banda coleciona lugares como o MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio de Janeiro, abrindo o show da Maria Rita, juntamente com outras duas bandas vencedoras do festival da gravadora Trama. Recentemente, estiveram na Feira Música Brasil – Circuito Off, em Recife, e também já tocaram em diversas casas pelo interior e capital do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Presidente Prudente (SP) e Florianópolis (SC).

Com o lançamento do álbum, a banda pretende investir na promoção do disco. “Neste ano, pretendemos seguir divulgando o disco, fazer o maior número de shows possíveis e, provavelmente, gravar algum videoclipe de alguma música do disco”, comenta.

http://www.myspace.com/apanhador

www.apanhadorso.com

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Raio-X: Conheça a bossa’n’roll da Bicicletas de Atalaia

 

Bicicletas de Atalaia

[Natasha Ramos] Com pouco menos de um ano de existência, a banda Bicicletas de Atalaia já leva na bagagem um CD Demo e se prepara para lançar um EP com faixas inéditas no final de maio. Dentre as apresentações, duas foram no Projeto Cedo e Sentado, do Studio SP —e em uma dessas vezes o show foi anunciado no programa do jornalista Gilberto Dimenstein, na CBN. Além disso, a Bicicletas saiu na revista Guitar Player como um dos 10 destaques do MySpace, devido à música “Insomnia”, resenhada e elogiada pelo veterano guitarrista Ciro Visconti. Confira o Raio-X da banda.

Integrantes, influências e nome 

A Bicicletas de Atalaia saiu da cabeça dos irmãos Leo e Bruno Mattos, depois do término da banda Rockassetes, da qual faziam parte. O que começou como um projeto na metade de 2009, foi se consolidando como banda após a entrada dos outros três integrantes, que completaram a formação.

“Desde o fim da Rockassetes, Leo e eu já estávamos trabalhando as músicas da Bicicletas, criando arranjos e pensando no conceito do trabalho. Nesse período, estávamos estudando numa escola de música aqui em São Paulo e foi lá que conhecemos toda a rapaziada. Na verdade, o Renan (Sax/Flauta) já havia tocado conosco, fazendo algumas participações na Rockassetes, o Kaneo (Guitarra) e o Ilya (Baixo) conhecemos depois”, explica Bruno Mattos ao Palco Alternativo.

A Bicicletas nasceu em São Paulo, mas, com exceção de Ilya, os integrantes vieram de outras cidades: os irmãos Mattos são de Aracaju (SE), mas se mudaram para a Pauliceia em 2005, Renan, de Bragança Paulista (SP), mora na capital desde 2009, e Kaneo, apesar de ter nascido no Rio, mora aqui “desde sempre”. 

O nome da banda, eles explicam, “veio da influência da nossa cidade, Aracaju, cuja praia mais famosa é a Praia de Atalaia, e do desenho As Bicicletas de Belleville, que nos influenciou muito no começo, desde a estética aos direcionamentos musicais. Além disso, ‘Atalaia’ também significa ‘ficar de olho’, ‘de tocaia’, ‘observar’, o que dá uma curiosidade legal ao nome”, explica Bruno.

Músicas, vídeos e shows 

Assim como a origem dos integrantes, as inspirações musicais da banda são bem diversas. “Ouvimos quase tudo, de jazz à música pop. Para citar influências diretas na hora de compor: Belle & Sebastian, João Gilberto, Caetano, Novos Baianos, Beatles, Blur, Jorge Ben, Los Hermanos, Wilco e por aí vai.”

O resultado desse caldeirão é claramente notado nas músicas da Bicicletas. Com um pé na bossa-nova e o outro no rock’n’roll, eles tocam uma espécie de “bossa’n’roll”, com músicas mais calmas, vocal suave e linhas de guitarra mais acústica, temperadas ao som de flauta e sax. Com pouco menos de um ano de vida, a Bicicletas já tem um CD demo gravado com 5 faixas que podem ser conferidas no MySpace e Tramavirtual —onde também é possível baixar as músicas. Eles entraram em estúdio novamente para gravar mais 5 faixas que devem entrar no EP homônimo, com lançamento previsto para final de maio.

Dentre as músicas, destaque para “Diga-lhe que mando a meia” —com a qual foram classificados, em fevereiro de 2010, para o 17º Festival de MPB de Certame da Canção do Conservatório de Tatuí— e “Alcoholic Dreams” —cujo videoclipe, dirigido por Rafael Costello (ex-Rockassetes), pode ser conferido aqui.

Além deste, a banda fez alguns vídeos em stop motion, com produção de Leo Mattos. “A intenção é melhor divulgar nossos shows por meio desses curtas (geralmente de 1min30s) de uma maneira divertida”, explica.

Além da recente apresentação no Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” de Tatuí, a Bicicletas já tocou no Studio SP, Clube Berlin, Livraria Cultura e Casa do Mancha. “O próximo passo é buscar os festivais independentes Brasil afora, que são fantásticos para intercâmbios entre bandas e mídia especializada”, conta Bruno.

 

Jonathan Richman, o trovador moderno

Jonathan Richman durante apresentação no SESC Pompeia. Foto: Natasha Ramos

[Natasha Ramos]  Jonathan Richman, cantor e guitarrista norte-americano, fundador da extinta Modern Lovers, veio pela primeira vez à América do Sul para tocar para um público de moderninhos na noite de quinta-feira (15/4), na choperia do SESC Pompeia.

O músico underground, que influenciou nomes como o ex-líder do Velvet Underground Lou Reed, Brian Eno, Joey Ramone, David Bowie, Elvis Costello, Clash e Sex Pistols, acompanhado de seu violão e seu único companheiro de banda, o baterista Tommy Larkins, reuniu admiradores moderninhos que, ao final da apresentação, dançavam sem parar.

Inevitável comentar o gingado e carisma de Richman que cativou a todos os presentes. No começo ele arriscou algumas palavras em português, mas logo depois, falando em inglês, disse que não sabia falar muito bem a língua tupiniquim, apesar de falar outras como espanhol, itaniano, francês…

Destaque para as músicas “Pablo Picasso”, “Old World”, a maravilhosa “Because her beauty is raw and wild” e a animada “I Was Dancing in the Lesbian Bar”, com direito a dancinhas e “Legals” de Richman e palmas da galera que acompanhava a batida da música.

Perto do final da apresentação, os rapazes com suas camisas xadrez e bigodes dançavam animadamente bem na frente do palco. Jonathan, então, termina a musica, faz menção de sair, mas o público clama por pelo menos mais uma música. O baterista já havia saído, e Jonathan se vê tendo de ir, mas demonstrando vontade de permanecer e atender ao pedido de seus fãs. É então que ele, sem violão, sem bateria, nem cowbells, nem instrumento algum, cantarola uma música em italiano como um trovador moderno e se despede elegantemente com um “Arrivederci!”.

Histórico

Em 1970, Jonathan formou a The Modern Lovers, uma banda que marcou a história do gênero nos anos 70 sob a influência do Velvet Underground, e da qual saíram os membros do Talking Heads e The Cars.

Em 1979, Richman começou carreira solo e embarcou em estilos sonoros mais próximos do folk country a partir de uma ótica new wave. Com mais de 20 CDs lançados, ele nunca parou de compor e de fazer apresentações em todo o mundo.

Ao longo da carreira Richman foi além da formação de banda e concentrou-se nas letras, além de reduzir a instrumentação de suas canções para tocar com o acompanhamento macio de uma bateria. Sua obsessão pela simplicidade acústica o torna um dos artistas mais raros do universo musical.

Em 1994, lançou um álbum totalmente em castelhano: “Te vas a emocionar”, repleto de canções mexicanas, espanholas e equatorianas, entre outras, que o influenciaram de maneira marcante. Ele também compôs em italiano e francês.

Amigo e colaborador de Lou Reed, adorado pelos Ramones e idolatrado pelos irmãos e cineastas Farrelly, que o incluíram no filme “Something About Mary”, Jonathan deixou o palco, deixando saudade em seus admiradores.

Jonathan Richman e o baterista Tommy Larkins. Foto: Natasha RamosFoto: Natasha Ramos

Foto: Natasha Ramos

Jonathan tocando cowbell. Foto: Natasha Ramos

Raio-X: Hey Hey Hey São os Garotas Suecas

[Natasha Ramos] Os paulistanos da Garotas Suecas tocam um “rock’n’roll barato total”, com forte influência musical do que fazia a turma da Jovem Guarda, na década de 60. Em 2008, eles ganharam o prêmio Aposta MTV do VMB. Foram mencionados em publicações como o New York Times, Time Out e na revista SPIN. A banda já fez quatro turnês pelos Estados Unidos e uma apresentação na Austrália. E agora, foram convidados mais uma vez para tocar no festival SXSW, no Texas. Já ouviu falar deles? Então, confira o Raio-X com a banda.

Início em duas versões

Tive a oportunidade de entrevistar o baterista Antônio “Nico” Paoliello duas vezes. Uma, quando ainda trabalhava no Virgula, em meados de 2008, e outra há algumas semanas. Ironicamente, ele me deu duas versões para como os integrantes se conheceram e resolveram montar a banda. O que coincide, no entanto, é o ano de formação do GS: 2005.

“Perdido [Fernando Machado, baixo/voz] conhecia Sal [Guilherme Saldanha, voz], que conhecia Tommy [Tomaz Paoliello, guitarra e voz], que é irmão de Nico e conhecia Sesa [Sérgio Sayeg, guitarra/voz], que saiu da banda para seguir carreira militar. A Irina [Chermont, piano/teclado] ninguém conhecia, pusemos um anúncio no jornal procurando uma garota loura, sueca e que tocasse teclado. Eis que apareceu uma”, contou há cerca de dois anos.

Já, desta vez, quando voltei a fazer a pergunta, ele respondeu: “O Perdido acabou me conhecendo numa sala de bate-papo e, por coincidência, nós dois tínhamos acabado de sair de nossas respectivas bandas. Depois de algumas semanas fazendo ensaios de “cozinha”, o perdido me apresentou o Saldanha, que veio tocar gaita em nosso projeto e, mais tarde, tornou-se o vocalista. Foi ele mesmo que nos apresentou a Irina. Quando já estávamos tocando, vimos que precisávamos de guitarras. O Sesa conhecia o Tomaz e já tinham tocado juntos. O primeiro dia em que nos encontramos foi em uma festa funk (norte americano) e lá marcamos nosso primeiro ensaio”, explicou em sua mais recente versão.

Qual das duas versões é a correta? Não importa. O que importa são as músicas. O “rock’n’roll barato total”, como eles mesmos definem o som da banda, tem influências, entre outros, de Sly & The Family Stone, Rolling Stones, Mutantes, Gal & Os Brazões, The Meters, Curtis Mayfiled e, claro, Roberto Carlos, em sua fase dourada.

Músicas

A banda leva três Eps na bagagem: Hey Hey Hey são os Garotas Suecas (2006), Difícil de Domar (2007) e Dinossauros (2008). “Estamos gravando nosso primeiro disco (Long Play) para assim o ouvinte pirar no som dos Garotas Suecas por mais de cinco canções”, comenta Nico.

[Curiosidade: A faixa ‘Não Espere Por Mim’, presente no Difícil de Domar, foi gravada nos estúdios da Trama, dentro do programa Radiola, no bloco ‘Doze horas no estúdio’.]

Segundo Nico, as músicas mais pedidas durante os shows são “Codinome Dinamite”, “Acho que Estou me Tornando um Zumbi”, “Banho de Bucha” e “Olhos da Cara” —as duas últimas serão lançadas no disco.

Shows

Eles costumam tocar em casas de shows alternativas e em festivais de bandas independentes. Recentemente, o Garotas fez uma apresentação no SESC Vila Mariana, para um público mais familiar, que os ouvia sentados em suas poltronas.

“É engraçado, mas para esses shows, nós temos espaço para fazer uma abordagem um pouco diferente da de shows em inferninhos e clubes (antes) enfumaçados. Podemos nos concentrar mais em timbres e dinâmicas diferentes, assim como set lists”, comenta o baterista.

No mês de março, a banda rumou para o festival texano South by Southwest (SXSW) e se apresentou em outras cidades dos EUA. “O festival é gigante e pessoas do mundo todo vão para Austin para ouvir coisas novas, fazer contatos, etc. O público da ‘gringa’ reage de um jeito diferente, talvez por não entender a letra ou pela ginga brasileira que querendo ou não nós temos. Por isso é sempre legar ver a gringolândia balançar o esqueleto de forma nada engonçada”, conta.

A agenda da banda e as músicas podem ser conferidas no MySpace da Garotas Suecas (www.myspace.com/garotassuecas)

Os planos para esse ano se resumem basicamente a lançar o disco completo e sair tocando onde der. “Queremos continuar dando shows pelo Brasil e EUA e outro continente à sua escolha”.

Banda Sabonetes lança CD de estreia e alça voo

[Natasha Ramos]

Banda Sabonetes

[Natasha Ramos] A banda curitibana Sabonetes é daquelas com pretensão e empenho suficientes para alçar voo alto. Na ativa desde 2004 e levando um álbum recém lançado na bagagem, os quatro rapazes deixaram a capital paranaense, há menos de um ano,  para vir a São Paulo investir no trabalho de divulgação da banda.

“Estamos há cinco meses aqui. Julgamos que, após ter lançado o disco, era o melhor lugar para se estar e fazer uma boa divulgação”, comenta Alexandre, baterista da Sabonetes ao Palco Alternativo.

No começo, no entanto, a proposta da Sabonetes era muito mais simples: “Montamos uma banda para frequentar as festas sem pagar para entrar”, conta Alexandre. Ele, João Davi (baixo), Artur (voz/guitarra) e Wonder (guitarra) se conheceram no curso de comunicação social da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Assim como a proposta inicial, o nome da banda também era provisório e de brincadeira. “Acabou que a banda foi durando e o nome também”, comenta o baterista.

Músicas

Quando o assunto é música, os caras não tem preconceitos. “Ouvimos de absolutamente tudo”, comenta Alexandre. “Desde os cânones, Beatles e rock clássico, passando por muita música brasileira, seja rock, samba ou bossa, até os artistas da nossa geração, como Radiohead e Supergrass”. No entanto, é visível algumas influências mais fortemente no som dos caras, como Franz Ferdinand e  bandas que tocam um rock dançante, à Klaxons.

A banda acabou de lançar seu álbum de estreia  homônimo (independente), em 10 de janeiro, para download na internet no site http://www.sabonetes.net/ —o disco físico chegou às lojas na última quarta-feira (10).

Antes disso, porém, eles já levavam na bagagem o EP Descontrolada, lançado em maio de 2008, com três músicas, que estão no début. Destaque para os riffs de guitarra e os coros de “ô-ô-ô-uô-ô” da faixa “Enquanto os Outros Dormem” e a empolgante “Haicai”.

Além das músicas, os vídeos da banda demonstram um trabalho mais elaborado. “Como viemos da Comunicação, temos alguma intimidade com o meio audiovisual e sua produção”, comenta Alexandre, quem edita os vídeos da banda e estudou alguns semestres no curso de Cinema na Faculdade de Artes de Curitiba.

No MySpace do grupo (www.myspace.com/sabonetes) é possível encontrar alguns clipes e vinheta promocionais do CD.

Shows

Dos lugares onde já se apresentaram estão Porto Alegre, Santa Maria, Florianópolis, Joinville, Blumenal, Balneário Camburiú, Maringá, Belo Horizonte e São Paulo, além de diversos bares de Curitiba.

Ao que tudo indica, este é só o começo do vôo da Sabonetes que deve ir longe. A banda pretende viajar por todo o Brasil para divulgar as faixas do primeiro álbum e já tem fechado mini-turnês pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Outras datas de shows, você confere na videoagenda da banda:

Confira o trabalho da banda nos sites abaixo:

www.sabonetes.net

www.youtube.com/bandasabonetes

www.twitter.com/sabonetes

Música para se ver: Bob Gruen, o fotógrafo R’n’R

[por Natasha Ramos]

Com mais de quatro décadas de carreira, são dele, o fotógrafo rock’n’roll, imagens clássicas de ícones da música, como John Lennon, Sid Vicious e Rolling Stones

Bob Gruen recebe o prêmio de “Imagens Clássicas”por seus anos fotografando momentos históricos do rock’n’roll, durante cerimônia de premiação em Londres da revista Mojo, em 2004

Bob Gruen recebe o prêmio de “Imagens Clássicas”por seus anos fotografando momentos históricos do rock’n’roll, durante cerimônia de premiação em Londres da revista Mojo, em 2004

Não é preciso dizer que Bob é um grande fã de música, em especial de rock.  E, como todo bom fã de música, sua paixão começou cedo. Mas antes mesmo de ele pensar em assistir a seu primeiro show, o novaiorquino teve contato com algoq ue se tornaria sua profissão e o uniria definitivamente a sua grande paixão.

“Fotografia era o hobby de minha mãe. Quando eu era bem pequeno ela me levou para sua câmara escura, onde revelava suas fotos. E quando eu tinha oito anos, meus pais me deram um presente, a minha primeira câmera. E eu venho tirando fotos desde então. Quando estava no colegial eu fiquei amigo de alguns artistas e, depois desse tempo na escola, comecei a morar com uma banda de rock e fiz as fotos para eles enviarem a uma gravadora. A gravadora gostou do meu trabalho e fui fazendo uma sessão atrás da outra”, disse Bob durante sua passagem ao Brasil, em 2007, para a abertura de sua exposição “Rockers”.

Bob e Supla

Bob e Supla

Considerado o fotógrafo oficial da família Lennon entre 1970 e 1980, a ideia inicial da exposição, que surgiu do encontro de Bob e Supla na Big Apple (NY), era abordar a vida de Lennon, já que o fotógrafo havia acabado de lançar o livro John Lennon The New York Years. Porém, ao ver a gama de imagens registradas ao longo dos anos sobre diversos músicos, esta proposta foi ampliada e o foco da exposição caiu sobre a obra de Bob Gruen.

“Conheci John e Yoko em 1971, pouco depois de eles terem se mudado para Nova York. Éramos amigos e vizinhos e, por nove anos, fui seu fotógrafo pessoal quando eles precisavam de fotos para publicidade ou para a capa de algum álbum ou para sua família”, conta Bob no livro homônimo à exposição.

Bob não se considera um fotojornalista, já que não se limita a registrar os fatos, mas sempre gostou de dividir seus sentimentos durante uma sessão de fotografia. “Tento, com as minhas fotos, mostrar um pouco da paixão, um pouco do meu ‘feeling’ por trás do que aconteceu”, conta.

Na hora certa, no lugar certo

Se Cartier-Bresson é o fotógrafo do “instante decisivo”, pode-se dizer que Bob Gruen é o fotógrafo da “hora certa, no lugar certo”. Vivendo no estilo do rock, Gruen ficou amigo de muitos músicos que encontrou e pôde fotografá-los em ambientes casuais. Muitas das bandas com as quais trabalhou não eram famosas quando as conheceu. Assim, ele pôde registrar seus momentos iniciais.

“A primeira banda que vi tocar em um teatro foram os Rolling Stones, em 1964, na Academia de Música de Nova York. Imediatamente me tornei fã eterno. Pelo estilo, atitude e musicalidade. Eles são o grupo que todo mundo venera”, conta.

Durante suas mais de quatro décadas de trabalho, Bob-enciclopédia-do-rock-Gruen acompanhou desde o nascimento do punk, passando pelo auge do Led Zeppelin, até os últimos anos de Elvis Presley.

Quando a objetiva de Gruen focou o Led Zeppelin pela primeira vez, a banda já tocava para enormes platéias e já tinha seu próprio avião, 1973

Quando a objetiva de Gruen focou o Led Zeppelin pela primeira vez, a banda já tocava para enormes platéias e já tinha seu próprio avião, 1973

Vários artistas já posaram ou foram flagrados por suas lentes fotográficas

Rolling Stones, Nova York, 1972

Rolling Stones, Nova York, 1972

Sex Pistols 'sorrindo', 1977

Sex Pistols 'sorrindo', 1977

Sid Vicious, em San Antônio (EUA), 1978

Sid Vicious, em San Antônio (EUA), 1978

John Lennon, Nova York, 1974

John Lennon, Nova York, 1974

John Lennon e Yoko Ono, NYC, 1972

John Lennon e Yoko Ono, NYC, 1972

Bob Dylan, Nova York, 1974

Bob Dylan, Nova York, 1974

The Clash, Boston, 1979

The Clash, Boston, 1979

“Vestidos para matar”, Kiss, NYC, 1974

“Vestidos para matar”, Kiss, NYC, 1974

David Bowie - Luvas de Boxe, 1974

David Bowie - Luvas de Boxe, 1974

Mas o trabalho de Bob, hoje com 64 anos, não se limita ao passado. Por onde passa, sua câmera está sempre a postos para captar novidades do mundo da música. Um bom canal para conferir e acompanhar seu trabalho é seu site oficial: www.bobgruen.com .

Fotos: Rockers, Bob Gruen

Charme Chulo disponibiliza “Nova Onda Caipira”

Novo álbum do Charme Chulo, "Nova Onda Caipira"

Novo álbum do Charme Chulo, "Nova Onda Caipira"

[Natasha Ramos]

A banda de rock caipira Charme Chulo está com disco novo. “Nova Onda Caipira” segundo álbum do grupo já está disponível para audição no MySpace dos caras.

As cópias oficiais do CD poderão ser adquiridas a partir de outubro em seus shows ou por meio do e-mail: charmechulo@gmail.com.

Confira os próximos shows do Charme Chulo:

26/09 – Vilhena/RO – 2º Circuito Cultural Universitário
30/09 – União da Vitória/PR – Cine Teatro Ópera

Mais informações: www.charmechulo.com.br/