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Charme Chulo lança clipe de “Fala Comigo, Barnabé!”

Já é possível conferir o clipe oficial da música “Fala Comigo, Barnabé!”, da banda curitibana de rock caipira Charme Chulo.

A música é o primeiro single de Nova Onda Caipira, segundo álbum de estúdio da banda, lançado em outubro de 2009.

Formada em 2003, a banda ainda leva na bagagem um EP, “Você Sabe Muito Bem Onde Eu Estou” (2004/2005), e um álbum de estréia homônimo, lançado em 2007, com a música “Mazzaropi Incriminado”, que também tem videoclipe.

Confira o novo clipe:

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Charme Chulo disponibiliza “Nova Onda Caipira”

Novo álbum do Charme Chulo, "Nova Onda Caipira"

Novo álbum do Charme Chulo, "Nova Onda Caipira"

[Natasha Ramos]

A banda de rock caipira Charme Chulo está com disco novo. “Nova Onda Caipira” segundo álbum do grupo já está disponível para audição no MySpace dos caras.

As cópias oficiais do CD poderão ser adquiridas a partir de outubro em seus shows ou por meio do e-mail: charmechulo@gmail.com.

Confira os próximos shows do Charme Chulo:

26/09 – Vilhena/RO – 2º Circuito Cultural Universitário
30/09 – União da Vitória/PR – Cine Teatro Ópera

Mais informações: www.charmechulo.com.br/

RAIO-X: Conheça o rock caipira da banda paranaense Charme Chulo

Charme Chulo

Charme Chulo

[Por Natasha Ramos]

Pense no pós-punk oitentista. Acrescente a isso música caipira, daquela bem de raiz. Pegue esses elementos e misture. Disso resultará a banda paranaense Charme Chulo.

Declaradamente influenciados por nomes tão díspares como The Smiths e Tião Carreiro & Pardinho, os caras vêm fazendo barulho por onde passam, chamando a atenção de público e crítica, que define o grupo como uma mescla de rock inglês dos anos 80 e música caipira de raiz.

Vestidos a caráter, com camisas xadrez e outros elementos que remetem ao imaginário caipira, a banda já se apresentou em diversas cidades do Brasil, em clubes e festivais alternativos, e fazem parte dessa nova leva de bandas que vale a pena ouvir.

Integrantes

Formada em 2003 pelos primos Igor Filus (vocal) e Leandro Delmonico (guitarra e viola caipira), a banda conta ainda, em sua atual formação, com Peterson Rosário (baixo) e Rony Jimenez (bateria).

Peterson e Rony entraram para a banda em 2005; eram colegas de Leandro da faculdade, onde estudavam comunicação e publicidade.  Algo curioso é que Peterson, o último a completar a formação atual, era fã da banda, fato que contribuiu para que a afinidade entre eles fosse impecável.

Além do Charme Chulo, Igor e Leandro tiveram uma banda chamada Cristiane F., Peterson tem experiências em corais e bandas religiosas e o Rony toca em bandas de punk rock 77.

Início

“Um belo dia, em 2002, eu e meu primo, insatisfeitos em ouvir e tocar apenas nossas influências de rock inglês e pós-punk, filosofávamos sobre qual seria a música brasileira mais paranaense que existia”, conta Igor em entrevista.

É então que pegaram uma fita velha, em que havia a música “Boi Soberano” da dupla caipira Tião Carreiro & Pardinho, e chegaram a uma conclusão: “é música caipira, meu filho! Isso é a coisa mais brasileira que existe por aqui”, entusiasma-se Igor.

Após tal “insight”, não tiveram dúvida: acrescentaram à guitarra e aos outros instrumentos de praxe a viola caipira, compondo assim esse mix de música regional e rock oitentista, características marcantes da banda.

Nome

Nos idos de 2002, quando ainda estava surgindo a proposta musical e estética da banda, Igor perguntou a seu primo: “Caipiras Europeus ou Charme Chulo?”.Leandro não teve dúvida: “Charme Chulo”.

“Jamais colocaríamos um nome aleatório na banda, esse nome tem toda uma relação com o trabalho como um todo”, acrescenta Igor.

Influências

Igor também nos conta de onde vem a inspiração para produzir esse o peculiar som do Charme Chulo. “Gostamos sempre de dizer: Tião Carreiro & Pardinho, Almir Sater, Legião Urbana (discos I e II), R.E.M., The Smiths, Violent Femmes (do início) e The Thrills, além de filmes do Mazzaropi e o conto “Vampiro de Curitiba”, de Dalton Trevisan”.

Músicas

A banda leva na bagagem um EP, Você Sabe Muito Bem Onde Eu Estou (2004/2005), o álbum de estreia homônimo, lançado em 2007, onde é possível encontrar a mais popular música da banda, “Mazzaropi Incriminado”, cujo clipe já pode ser conferido no youtube ou aqui:

Eles ainda lançaram um disco ao vivo, gravado durante o projeto curitibano intitulado Ao Vivo na Grande Garagem que Grava (2008), que reúne músicas de seus dois discos anteriores mais duas inéditas.

Onde ouvir

Os caras já se apresentaram nas principais capitais do país, (exceto as do nordeste). Dentre os festivais em que já tocaram está o Curitiba Rock festival (PR), Demo Sul (PR), Grito Rock (MT), Ruído Festival (RJ), Ampli Vol. 2 (SP) e Vaca Amarela (GO).

No site oficial da banda, músicas do EP e dos dois álbuns podem ser ouvidas e algumas estão disponíveis para download. Além disso, os caras também estão no MySpace (www.myspace.com/charmechulo).

Hélio Flanders, do Vanguart, e Igor Filus, do Charme Chulo, falam sobre Bob Dylan

[Natasha Ramos]

Capa do disco "Together Through Life"

Capa do disco "Together Through Life"

Bob Dylan lança  nesta terça  (28) seu 33º disco de estúdio, Together Through Life (Columbia Records). Com um título no mínimo romântico combinado à foto da capa de dois jovens se pegando no banco de um carro, o álbum revisita a atmosfera do verão de 1959 e a sonoridade daquela época.

Com meio século de existência artística, Bob Dylan deixou sua marca no universo musical e na cultura pop. Sem dúvida, a lenda do folk se tornou referência para muitos músicos contemporâneos que resolveram enveredar pelo mesmo gênero do músico.

É o caso de Hélio Flanders, do Vanguart, que em entrevista ao Palco Alternativo revelou ter conhecido Dylan aos 14 anos.

“Uma ex-namorada foi viajar e me deixou um K7 onde tinha uma versão

Hélio Flanders, do Vanguart

Hélio Flanders, do Vanguart

arrebatadora de ‘You’re a Big Girl Now’, do disco Blood On The Tracks [1975]. Fiquei voltando e escutando compulsivamente, aí resolvi ouvir o disco todo e tudo mudou para mim na música. A forma de se pensar em escrever as letras, de como se pronunciar as sílabas… Dylan é certamente minha maior influência estrangeira”.

Outra banda que parece ter bebido da fonte Dylan é a curitibana Charme Chulo, que adequou o folk gringo às nossas raízes brasileiras.

“Nós do Charme Chulo costumamos levantar a seguinte bandeira: ‘O folk no Brasil é música caipira’, mas Bob Dylan é o que? Rock e Folclore (ainda que norte americano) e dos ‘bão’!”, explica o vocalista Igor Filus.

Igor também comenta como foi seu primeiro contato com a musicalidade de Dylan. “O primeiro disco que ouvi foi Blonde on Blonde. Vi a capa do disco em um clipe da banda Belle and Sebastian, o que me fez ir atrás de Bob Dylan. Ou seja, cheguei até ele pelas bandas que ele influenciou, algo que acabou acontecendo em relação as minhas influências musicais dele no trabalho do Charme Chulo”.

Como todo músico itinerante, Bob se permitiu passar por mudanças em seu som: do folk de protesto, aderiu aos instrumentos elétricos, assumindo uma fase mais blues/rock, passou pelo country rock e até pelo gospel. Sobre suas diferentes fases, tanto Igor quanto Hélio expressam quais são suas preferidas.

“Gosto de todas as fases. Comecei pela fase folk e gosto muito dos primeiros álbuns, porém minha fase favorita é do Bringing It All Back Home até o Blonde on Blode”, comenta Hélio, do Vanguart.

Igor Filus, do Charme Chulo

Igor Filus, do Charme Chulo

“Citaria como o melhor disco, o seu début [Bob Dylan] de 1962, o mais roots e visceral de todos, uma revolução total. E como dizia Renato Russo, todos os outros até 1979, Slow Train, por aí…”, conta Igor, do Charme Chulo.

Apesar de existirem diversas bandas novas que tocam o que atualmente é chamado de folk, muita coisa aconteceu desde a década de 60, que transformou o gênero tocado por Dylan em uma variação do estilo.

“Uma diferença, ao meu ver, é o caráter politizado, a principal marca do folk dos anos 60, que se perdeu naturalmente pelas condições atuais da cultura ocidental. Somos de um outro modo, temos que decifrar os dilemas do nosso tempo, temos que representar nossos dias. Porém, muitas vezes, as bandas não conseguem alcançar isso e ficam apenas nos estereótipos musicais do estilo, outra infeliz tendência atual”, declara Igor.

Sobre essa leva de bandas novas que fazem um som com o pé no folk, Hélio indica outras boas: “Tem o Bad Folks, de Curitiba, tem a maravilhosa Mallu Magalhães e a Stephanie Toth de São Paulo”.

Enfim, Bob Dylan se tornou um ícone por ter influenciado tanto as gerações que vieram depois dele, quanto seus contemporâneos, como John Lennon.

“Dylan é tão único que seu legado seja talvez simplesmente o de ter existido um Bob Dylan um dia, como John Lennon ou Brian Wilson. Geniais em suas particularidades”, conclui Hélio.